
Em cerimônia realizada na Sabesp em 24/07, os grupos de monitoramento do Núcleo União Pró-Tietê, da SOS Mata Atlântica, apresentaram ao representante do Banco Interamericano - BID no Brasil, Waldemar Wirsig - responsável pelo financiamento do Projeto de Despoulição do Tietê, a cargo da Sabesp - a metodologia e os resultados que estão obtendo com o programa de educação ambiental que integra a segunda etapa do Projeto Tietê. Dos R$ 2 milhões do contrato SABESP/BID destinados ao programa de educação ambiental e mobilização do Núcleo Pró-Tietê, cerca de R$ 800 mil serão destinados pela Fundação SOS Mata Atlântica a programas e ações dos próprios grupos da sociedade civil envolvidos com o monitoramento do rio. Foram os próprios representantes de grupos das sub-bacias do Alto e Médio Tietê, entre membros de ONGs e alunos do ensino fundamental e médio, que mostraram como usam o kit de monitoramento da qualidade da água e também a forma com que trabalham para conscientização da sociedade em cada afluente ou trecho do rio Tietê onde vivem. Os resultados apresentados passam pela observação de sub-bacias com características diversas: desde as mais poluídas, como a de Pinheiros-Pirapora, até onde o monitoramento revela o quanto o rio ainda está conservado, como na região das Nascentes, em Salesópolis, em que a amostra da água trazida pelo grupo ao representante do BID continha um pequeno filhote de peixe.
Para o representante do BID, a experiência da Fundação SOS Mata Atlântica com monitoramento participativo, em especial com essa forma de atuação efetiva da sociedade civil no acompanhamento do projeto é pioneira e deve ser replicada a outros modelos de financiamentos. "Aprendi muito com a visão da sociedade, aponto as ações de educação ambiental como um dos mais importantes componentes para avanços significativos no setor de saneamento", declarou Wirsig. Saiba mais no portal www.sosmatatlantica.org.br, clicando no logotipo do site Rede das Águas.