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Porto Brasil - ONG MONGUE

Para comemorar os 200 Anos da abertura dos portos no Brasil, neste 28 de janeiro de 2008, o novo Rei da Colônia, o milionário Eike Batista, mandou uma comitiva real da empresa X, capitaneada pelo Príncipe Regente Eng° José Salomão Fadlalah "abrir" o Porto Brasil. A reunião mensal do Conselho da Cidade foi o palco para a exposição do projeto. Bem ao estilo X, o Príncipe tentou confundir os Conselheiros e a platéia composta por cidadãos ávidos por notícias da Côrte. Falou em responsabilidade social, preservação de meio ambiente, geração de emprego e renda, tudo ao contrario do que a gente vê nos lugares por onde o Grupo X passa. Vejam alguns pontos da reunião:

- Dr. Salomão afirmou que o Presidente da FUNAI, Márcio Meira, aceitou retirar os Indígenas da Aldeia Piaçaguera desde que a LLX apresentasse um projeto "ganha-ganha" . Pra quem não sabe, ganha-ganha é um projeto bom para os Índios e bom para o projeto. Poucas horas antes um representante da Prefeita Municipal Julieta Omuro ouviu e reproduziu na abertura da reunião que o Presidente da FUNAI afirmou que a área está em processo acelerado de demarcação e homologação e que a FUNAI não negociava a área. A matéria exibida pela TV Tribuna no Jornal da Tribuna 2ª Edição na qual Márcio Meira faz tal afirmativa, poderá ser acessada no endereço http://www.tvtribuna.com/videos/?video=13085

- O Dr. Salomão confirmou que compareceu à Aldeia Piaçagüera e ofereceu benefícios para que os Indígenas abandonassem a TI Piaçaguera e se mudassem para um Hotel Fazenda que seria comprado pelo X-MAN . Parece confessar um crime federal ao negociar diretamente com índios tutelados pela FUNAI.

- Quando o Engenheiro Responsável pela área Ambiental do Grupo X foi perguntado sobre o efeito das correntes marinhas e os impactos que causariam no litoral dos municípios da região após a dragagem de 18 km de extensão, em mar aberto, entre o porto e a Estação Ecológica Tupiniquins, região das Ilhas Queimada Grande e Queimada Pequena, para atingir a profundidade de 20 metros proposta no plano de trabalho o X-MAN preferiu responder e deu uma resposta evasiva.

- Quando perguntado se a empresa pagou os 300 milhões de IPTU atrasado, da área pertencente ao espólio Leão Novaes, pretendida para implantação do projeto e já comprada pelo Mister X, ele respondeu "que isso seria resolvido pelo antigo propietário".

- Perguntado sobre a moradia dos 30 mil funcionários que teriam emprego na construção do porto o X-MAN respondeu que seriam construida casas e que depois a empresa decidiria se as pessoas continuariam morando nas casas. Vale dizer que, segundo o IBGE, Peruíbe possui 14.376 Domicílios particulares permanentes - resultados da amostra - municípios vigentes em 2001. Isso vale dizer que somente para construção do projeto o município vai mais do que triplicar o número de domicílios.

Quando solicitamos que o X-MAN repetisse que o Presidente da FUNAI estava disposto a retirar os índios da TI Piaçaguera, a troco de um "bom projeto", para surpresa de todos o Presidente do CONSELHO da CIDADE encerrou a reunião , em um desrespeito total aos Conselheiros e Vereadores Presentes. Não devemos emitir opinião, mas neste caso parece que o homem que deveria proteger o município estava mais interessado em proteger a Família Real do Grupo X.

Leia um pouco da história da abertura dos portos, publicada no Jornal A tribuna, de Santos

O professor de História e mestrando em Arqueologia Waldir Rueda afirma que, para a sociedade carioca da época, a possibilidade da chegada da família real ao Rio de Janeiro era revestida de um caráter "extremamente favorável". "Antes da chegada, o Rio era uma colônia que estava sendo explorada em todos os sentidos. O povo estava cansado de ser explorado. Quando a família real chegou ao Brasil, o povo achou que a situação iria melhorar, pois com a corte no Brasil, tudo ficaria aqui. Mas isso não aconteceu", aponta Rueda. Estima-se que 15 mil pessoas integraram a comitiva real. Diversas pessoas, de escravos a nobres, vieram para a cidade carioca. E o Rio não estava preparado, não tinha infra-estrutura para acomodar toda essa gente. Conforme Rueda, por conta da chegada da corte, muitas pessoas perderam suas casas, pois os brasileiros tiveram de dividi-las com outras pessoas. "Imagina só São Paulo mudar para Santos. Muitos palecetes foram desocupados", explica o professor, para dar lugar a integrantes da comitiva de D. João. Algumas casas foram colocadas à disposição da corte. "Nas portas dessas casas foram colocadas placas com a inscrição PR, designando Príncipe Regente". Não tardou para que a população rebatizasse a sigla com a alcunha "Ponha-se na Rua", explica Rueda. A comida até então disponível passou a não mais ser suficiente. "A quantidade de dejetos aumentou substancialmente. A cidade começou a viver uma situação de insalubridade grande. O índice de doenças aumentou". Waldir Rueda atenta ainda: "Poucos historiadores levantam, mas é um problema sério. Naquela época havia a sistemática de sepultar as pessoas dentro das igrejas. Mas onde iam colocar tanta gente?", destaca o estudioso. "Olha quantos problemas sociais", aponta, citando ainda o aumento no número de assaltos.

Em homenagem a chegada da Família Real no Brasil ouça o Hino Nacional Brasileiro interpretado em Guarani pelo Cacique Tumkubó Dyguaká - http://www.youtube.com/watch?v=bnVuuqmnSjk

ÀS 18:53 O SECRETÁRIO DA MONGUE RECEBEU UM TELEFONEMA DE UMA PESSOA SE IDENTIFICANDO COMO JOSÉ GOMES. FALANDO EM NOME DO BANCO DO BRASIL AFIRMOU QUE A MONGUE SERIA FECHADA E ESTE SECRETÁRIO SERIA PRESO. A ORIGEM DO TELEFONEMA FOI DO NÚMERO - 011. 7573.3810.

fonte: http://www.mongue.org.br/blongue/?p=383