| Área: |
79.830
ha |
| Perímetro: |
216.100
m |
| Decreto
Estadual: |
Nº
24.646 |
| Data: |
20
de janeiro de 1986 |
| Ecossistemas: |
Mata
atlântica, floresta tropical pluvial
de encosta e de planície, manguezal,
restinga, praia arenosa e costão
rochoso |
| Coordenadas
geográficas: |
24°
18' A 24° 37' LAT S
47° 00' A 47° 31' LONG W |
| Municípios: |
| Cidade |
Área |
| Iguape: |
63.190,97 ha |
| Miracatu: |
4.942,00
ha |
| Itariri: |
3.270,00
ha |
| Peruíbe: |
8.427,03
ha |
|
| Contato: |
Estrada
do guaraú, 4164 / caixa postal
159 - CEP 11750-000 - Peruíbe -
SP - Email: eeji@uol.com.br |
| Rota
de acesso: |
SP
160 (Rod. dos Imigrantes); SP 55 (Rod.
padre Manoel da Nóbrega) até
Peruíbe
Ou BR 116 (Rod. Régis Bitencourt);
SP 55 até Peruíbe |
| Distância
da capital: |
150
km |
História
O primeiro acesso à região da Juréia se deu já na época de Martim Afonso de
Souza, objetivando interligar a Capitania Hereditária de São Vicente à Iguape e
Cananéia. Porém, o primeiro marco de ocupação aconteceu a mando do Imperador Dom
Pedro I, que ordenou a construção do Caminho do Imperador na área. Este foi
muito utilizado durante a Guerra do Paraguai, pois através dele transitava o
Correio Del Rei (mensageiros que portavam notícias do conflito), tendo maior
movimentação com o Marechal Rondon, que lá instalou pontes de ferro vindas da
Inglaterra, ligando o Rio de Janeiro ao sul do país, e uma linha
telegráfica. Desde então a Juréia destacou-se por diversificados
acontecimentos, os quais se intensificaram durante o século XX. Durante os
anos 80, grande parte da área da Juréia foi escolhida pela NUCLEBRÁS para
implantar duas usinas nucleares; Iguape 4 e Iguape 5, pois a coexistência de
estações ecológicas e usinas nucleares representava, simultaneamente, proteção
de áreas naturais e tampão para o entorno das usinas. Neste contexto criou-se a
Estação Ecológica da Juréia (1980), com 23.600 hectares, ficando proibido o
acesso de qualquer cidadão que não fosse pesquisador ou cientista. Por outro
lado, a Estação Ecológica da Juréia ficava salvaguardada da especulação
imobiliária que se originou na década de 70. Por desistência do governo
federal o programa nuclear não foi concretizado e, em 1985, a NUCLEBRÁS
retirou-se do local, voltando a área a correr riscos de degradação, já que
anteriormente fora preservada. A imensa preocupação quanto ao destino da
Juréia levou ambientalistas, políticos e organizações não governamentais à
reivindicarem providências contra agressões de mais um paraíso natural,
resultando na criação da Estação Ecológica da Juréia-Itatins, através do Decreto
Estadual no 24.646, de 20 de fevereiro de 1986, que foi regulamentado
pela Lei nº 5.649, de 28 de abril de 1987, englobando a Serra dos Itatins e
aumentando sua extensão para os atuais 79.245 hectares. Podem ser visitados
na EEJI o Núcleo Itinguçu, a Vila Barra do Una, o Canto da Praia da Juréia e
Praia do Guaraú. Núcleo Itinguçu Bairro pertencente
ao município de Iguape, localizado na face sul da Serra dos Itatins, a 18 Km do
centro de Peruíbe, encontra-se dentro da Estação Ecológica Juréia-Itatins. A
área utilizada pelos visitantes do Núcleo se concentra no Ribeirão Itinguinha,
na altura da formação da Cachoeira do Paraíso. Conta com quatro quiosques,
instalados na área do estacionamento, que servem bebidas e salgados, com área
para piquenique, além de barracas situadas na estrada de acesso, que vendem
licores e doces em compotas, típicos da região. O Núcleo também conta com uma
escola e um posto de saúde que atendem à população residente nas
proximidades. O período de maior visitação acontece nos meses de janeiro,
fevereiro, março e dezembro, enquanto maio e junho formam a época de baixo
movimento no local. População da Estação Ecológica. A
população local é conhecida como caiçara, sendo oriunda da fusão de portugueses,
índios e negros. Estes últimos são os maiores cultivadores das tradições locais,
como danças, crenças religiosas, alimentação, artesanato e atividades de pesca e
caça. Os habitantes da região são, em sua maioria, pescadores, mateiros,
caçadores, palmiteiros e caxeteiros (extratores da matéria prima para construção
de lápis). Contudo, existem ainda posseiros (indivíduos que ocupam uma área há
muito tempo, porém não possuem título de propriedade, ou aqueles que
"abriram posse", subsistindo das atividades de cultivo e os que
compraram direitos possessórios), fazendeiros, grileiros (indivíduos que tentam
posse de território mediante falsas escrituras), caseiros (que trabalham para
outro posseiro ou proprietário), meeiros (que trabalham como produtores sem
serem donos da terra, e dividem parcela do produzido com o proprietário) e os
comodatários (que ocupam a área sem ter vínculos empregatícios). A Estação
Ecológica da Juréia-Itatins é administrada pelo Instituto Florestal, pertencente
à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.
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